terça-feira, fevereiro 21, 2006

QUADRO DE HONRA

Estes foram os alunos que obtiveram as três melhores notas no teste de avaliação escrita realizado no dia 15 de Fevereiro de 2006:

1º - CLÁUDIA COSTA

2º - NELSON FERREIRA

3º - ALEXANDRE PEDRINHO

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

(texto de Joana Lemos)

Como se poderá evitar desastres relacionados com os movimentos em massa?
No dia 8 de Fevereiro de 2006, a aula de Geologia centrou-se nesta problemática para que entendêssemos não só os fenómenos aqui envolvidos, mas também como fazer para evitar este tipo de desastres.
Torna-se essencial esclarecer o significado de movimentos em massa, estes consistem na movimentação de materiais que podem ser feitos de forma lenta passando-nos despercebido, ou de forma rápida causando efeitos tenebrosos. Como tal, não só é necessário como importantíssimo elaborar planos ou esquemas que ajudem na prevenção destas catástrofes. Porém para que se elabore um bom método preventivo é necessária uma avaliação rigorosa do impacte das actividades humanas numa determinada região e de um conhecimento geológico da região onde o Homem se encontra inserido.
Tomando como exemplo uma vertente: parcialmente não detectamos qualquer actividade geológica, todavia ela existe. Qualquer detrito ou rocha dessa vertente está sujeito a duas forças opostas que irão determinar o seu movimento ao longo da vertente. Forças essas denominadas por força gravítica (Fg) e força de atrito (Fa). A força da gravidade subdivide-se em duas outras componentes, a força normal e a força tangencial. Cabe à força tangencial actuar no sentido de deslocar o detrito ao longo da vertente em oposição à força do atrito. Quanto mais inclinada uma vertente for, maior será a sua componente tangencial, o que irá facilitar o deslocamento de materiais ao longo da vertente.
É de frisar que o deslocamento dos materiais é por diversas vezes condicionado pela força do atrito, visto que, esta força impede o deslocamento de detritos que se encontram distribuídos ao longo da vertente. Quando esta força se vê fragilizada ocorrem os movimentos em massa.
Os factores que “fragilizam” esta força são a falta de coesão entre as partículas (ex. Quando chove muito, o solo fica saturado de água e como a água possui uma forte capacidade de estabelecer ligações moleculares, cria à volta das partículas uma fina película, que faz com que as partículas do solo “escorram umas sobre as outras” desencadeando uma movimentação de terras), a falta de vegetação, raízes, arbustos que possuem uma função de ancoragem de detritos, a gravidade, a inclinação da vertente, o tipo de material rochoso que constitui uma determinada região e por fim as variações de temperatura a que o terreno é exposto (ex. Um dia muito quente e depois um dia muito frio faz com que o solo “estale” criando fendas).
Serão estes fenómenos puramente naturais?
Em parte sim, porém a acção antrópica também aqui se encontra presente, uma vez que, o Homem desde sempre ocupou regiões de vertente, pelo que, vem sofrendo as suas consequências. O que antes não parecia óbvio, hoje em dia é estudado e analisado em todas as escolas do país, não só se estuda o efeito da ocupação humana nos ecossistemas, como se estuda os processos geológicos que actuam em determinadas regiões.
Que soluções adoptar para a prevenção dos movimentos em massa?
Poder-se-á construir muros de suporte, com o eventual reforço de arbustos e outras espécies vegetais, não esquecendo que sendo a água um factor importante na instabilidade de uma vertente é necessário recorrer à instalação de sistemas de drenagem interna. Outra forma de evitar a queda de blocos rochosos, é a utilização de redes metálicas (evita que os materiais instáveis possam ser deslocados para a via publica). Porém não devemos esquecer o factor externo, a paisagem, todos estes métodos de prevenção terão que tomar uma atitude harmoniosa para com o local onde se encontram inseridos.
Após esta sucinta explicação sobre os movimentos em massa e de todas as implicações que dai advêm, realizámos alguns exercícios sobre este tema e consolidámos outros conhecimentos já adquiridos na seguinte aula (10 de Fevereiro).
Porém antes de terminar gostaria de fazer um apelo referente aos movimentos em massa. Na minha opinião este tipo de catástrofes apenas acontecem caso o cidadão não se interesse minimamente em se informar a respeito destes assuntos. A partir do momento em que o cidadão não participa em resoluções deste tipo de problemas, não lhe adianta lamentar vidas ou bens perdidos, uma vez que, nos cabe a todos nós procurar participar e “lutar” pelas melhores resoluções…e para isso contamos com a geologia que nos ajuda a compreender e a lidar com estes fenómenos.
Não se esqueça, você também faz a diferença!!!

Quem destrói mais o mundo? O Homem, com as suas construções ou a própria Natureza? (texto de Inês Machado)

Na aula do passado dia 1 de Fevereiro foram apresentadas as vantagens e as desvantagens das barragens, matéria que foi objecto de um exercício escrito. Como vantagens, produzir energia eléctrica, impedir as inundações das povoações, fornecer água às populações e permitir actividades turísticas. Como desvantagens, a destruição das paisagens, a desmineralização dos solos e, em caso de acidente a inundação de grandes áreas.
Também aprendemos que uma rede hidrográfica é um conjunto formado por um rio e por todos os cursos de água que nele deixam as suas águas. E que toda a área, cujas águas se dirigem para um rede hidrográfica é uma bacia hidrográfica.
Os rios desempenham um importante trabalho geológico, erosão, transporte e sedimentação.
Erosão é a extracção progressiva de materiais do leito e das margens. Esses materiais pela erosão são removidos do local onde se encontram. A erosão é devida à pressão que a água, em movimento, exerce sobre as saliências do leito e das margens.
Transporte acontece depois da remoção, sendo os materiais levados para grandes distâncias. Estes materiais têm o nome de detritos e fazem parte da carga sólida do curso de água. O transporte pode ser em suspensão para os materiais fracos e saltação, rolamento e arrastamento para os materiais mais pesados.
Sedimentação é a deposição dos materiais, quer ao longo do leito, quer nas suas margens. A sedimentação é ordenada de acordo com as dimensões, com o peso dos detritos e com a velocidade da corrente. Os lugares onde se vão depositar os detritos chamam-se aluviões e tornam essas zonas mais férteis.

No dia 2 de Fevereiro aprendemos que as formas de erosão são resultantes do desgaste provocado pelo impacto do movimento das águas do mar sobre a costa. Ao desgaste provocado pelo mar dá-se o nome de abrasão marinha. Os efeitos da abrasão são as arribas. A abrasão ocorre provocando a queda de detritos que se acumulam nas zonas mais baixas, as plataformas da abrasão.
Também percebemos que não se deve construir casas nestas zonas, ou seja, zonas costeiras, porque é muito perigoso para as pessoas que lá vivem e para a própria praia, pois acelera os processos de erosão.
Ultimamente o Homem tem tentado intervir, para solucionar os problemas resultantes do avanço do mar, construindo por exemplo, paredões, que são obras paralelas à linha de costa, também há os esporões que são obras transversais. Tal como os paredões, os esporões, mais tarde ou mais cedo acabam por não funcionar. No caso dos esporões, após a construção destes, verifica-se a retenção das areias que mais tarde aumenta a erosão, que conduz à construção de mais esporões. Pode-se dizer que estas obras são acções antrópicas, ou seja, acções realizadas pelo homem.

No último dia de aulas da semana passada, 3 de Fevereiro, tivemos dois pequenos debates. Um sobre a construção de fábricas de energia nuclear em Portugal e o outro sobre a construção de plataformas petrolíferas no Algarve. Foi um debate interessante e maior parte da turma esteve de acordo com estas duas construções em Portugal, devido à fraca economia do país.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

(texto de Florina Gangan)

Lição 87 e 88
Inicio de resolução de exercícios sobre a matéria dada durante as aulas: Evolução dos sistemas de classificação; Categorias taxonómicas; Nomenclatura – regras básicas; Os reinos da vida; Sistema de classificação de Whittaker.

Lição 89 e 90
Conclusão e correcção dos exercícios iniciados na aula anterior. Utilização da chave dicotómica. E com a ajuda desta chave classificamos alguns animais para saber o filo, a classe, a ordem, a família, o género e a espécie a que estes animais pertencem.

Lição 91 e 92
Inicio ao estudo da Geologia.
Geologia, problemas e materiais do quotidiano.
Os processos geológicos incluem riscos para as populações. Risco é a probabilidade de um acontecimento perigoso ocorrer numa dada área e num certo momento. Entre os riscos geológicos podem citar-se os riscos de sismos, erupções vulcânicas, de inundações, de deslizamentos de terras. Os riscos naturais relacionam-se com processos que ocorrem naturalmente e incluem não só os riscos geológicos mas também os fogos selvagens, tufões, tornados, secas, etc.
Por Geologia Ambiental compreendemos os processos geológicos perigosos, das causas que lhes estão associadas e das formas de prevenção que diminuam os riscos inerentes a esses processos.
Ocupação antrópica e problemas de ordenamento.
Com o crescimento da população grandes superfícies terrestres foram ocupadas pelo Homem, Ocupação antrópica. Temos assistido à construções de cidades. As florestas foram convertidas em solos para a agricultura, nos rios foram construídos diques e barragens e os cursos de água foram desviados, no litoral têm ocorrido alterações devido à intervenção humana. As necessidades das populações levaram a uma exploração acelerada doa recursos naturais, nomeadamente recursos minerais e fontes de energia não renováveis. A ocupação de zonas de risco aumentou a vulnerabilidade das populações aos riscos naturais, causando autênticos desastres com perdas humanas e materiais. Para evitar as catástrofes é necessário definir regras de ordenamento do território, assegurar um processo integrado de organização do espaço biofísico, tendo como objectivo a sua ocupação, utilização e transformação de acordo com as capacidades do referido espaço.
Bacias hidrográficas.
Desde o inicio das civilizações humanas que os povos se fixam nas margens dos rios. Estes são utilizados como vias de comunicação, fácil acesso à água, energia, alimento, existência de solos férteis para a agricultura. Mas esta localização pode ter alguns riscos como o perigo de inundações.
O leito do rio é o espaço que pode ser ocupado pelas águas distingue-se: o leito aparente; o leito maior ou leito de inundação; o leito menor.
Leito aparente é o sulco por onde normalmente correm as águas e os materiais que elas transportam.
Leito de inundação  é o espaço do vale que é inundável em épocas de cheias. Uma inundação ocorre quando o nível das águas ultrapassam os limites do leito aparente, submergindo a área circundante, ou seja, a planície de inundação.
Leito menor ou leito de estiagem  corresponde à zona ocupada por uma quantidade menor de água.

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